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Uso de energia solar tem expansão crescente no agronegócio

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De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), antes mesmo do final do primeiro semestre de 2019, foram produzidos 32.963 kWp, número corresponde a 86% do total gerado em todo o ano de 2018, que foi de 38.241 kWp. Já o ano de 2015, teve apenas 156 kWp, o aumento da produção de energia solar em propriedades rurais, é crescente no Brasil, pois, sem dúvida, é uma grande tecnologia que vem ganhando cada vez mais espaço.

Outras fontes renováveis de energia também ganham relevância na agricultura. Tema recentemente debatido, no VI Seminário Ambiental – Mudanças Climáticas e Formas Alternativas de Energia, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg).

Rodrigo Alvim, vice- presidente da Faemg, considera que uma série de fatores contribui para que o uso das energias renováveis avance na agricultura. Entre eles o custo de energia. O mesmo afirma que a produção própria de energia, faz com que o agricultor ganhe um diferencial para o próprio negócio, tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista da atualidade e da sustentabilidade.

Outro fator citado por Alvim, é a constante incerteza sobre a manutenção do subsídio que o agronegócio tem em contas de luz, os descontos giram entre 10% e 30%, mas podem ser alterados. O tema foi alvo de decreto assinado no ano passado pelo ex-presidente Michel Temer, mas com alterações.

Já o empresário Nelson Colaferro, um dos palestrantes do VI Seminário Ambiental da Faemg, aponta que, entre os fatores que impulsionam o avanço da energia fotovoltaica nas propriedades rurais, é o aumento nas tarifas de energia elétrica, decorrente da crise hídrica e junto a esse cenário, o preço da tecnologia de instalação dos sistemas de geração de energia fotovoltaica que sofreu queda. “É um fator financeiro decisivo, e as pessoas estão preocupadas com o fator sustentabilidade”, diz ele.

Além disso, houve uma revisão regulatória em 2015, possibilitando que os financiamentos para sistemas fotovoltaicos em propriedades rurais, tenham melhores condições. Dessa forma, a taxa de juros para tais projetos em média gira em torno de 12% a 18% ao ano, enquanto que para o agro o percentual é de 6% a 10%. A estimativa é de que o investimento se pague no prazo médio de seis anos.

Colaferro considera que a tendência é de que a tecnologia fotovoltaica, continue avançando, inclusive em propriedades rurais, uma vez que esta “é uma tendência mundial capaz de gerar sua própria energia, de maneira limpa, sustentável, sem grandes estruturas”, disse.

Regulação

Gabriel Guimarães, que também participou do evento na Faemg, informou que o atual sistema de compensação previsto no sistema de geração distribuída de energia, deve ser alterado, com mudanças na Resolução 482 da Aneel. Ele explica que, pelo modelo atual, o sistema prevê que, para cada 1 kWh gerado, é compensado 1 kWh. Com as alterações, essa compensação ficará menos vantajosa.

A mudança ocorre, inclusive, por pressão das distribuidoras, que querem uma remuneração maior pelo serviço. Segundo Guimarães, mesmo com perda de parte dos resultados, o investimento continuará sendo bom e rentável. A norma atual deve ser mantida até o final de 2020.

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