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Uso de energia solar avança no Brasil e gera interesse de empresas estrangeiras

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Nos últimos anos, os projetos de energia solar flutuante no Brasil vem se destacando por diferentes motivos. Esse avanço tem despertado interesse de diversas empresas internacionais do mercado global fotovoltaico. Recentemente, duas empresas europeias, a Sowitec (alemã) e a Hydro (norueguesa) anunciaram a criação de um empreendimento em conjunto para atuar no desenvolvimento de projetos no Brasil.

O acordo entre as companhias recebeu, neste mês, o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que publicou no Diário Oficial da União, a autorização sem restrições para a criação do negócio. O principal objetivo da Hydro e Sowitec é instalar uma usina solar flutuante no estado do Pará, no reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, construída no rio Tocantins.

A construção de usinas solares flutuantes em reservatórios de hidrelétricas e demais espelhos d’água segue uma tendência mundial, com vários projetos no Brasil e no exterior, sobretudo no Japão, considerado uma referência na área. A demanda global por projetos nesta área foi avaliada em US$ 106,85 milhões no ano passado e deve contabilizar US$ 584,27 milhões até 2024, com uma taxa de crescimento composta estimada em 28,0% de 2019 a 2024, segundo dados internacionais.

No território brasileiro, o projeto de maior destaque foi desenvolvido pela estatal Chesf, da Eletrobras, no lago de Sobradinho, na Bahia. A usina solar flutuante é fruto de um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e foi financiado por verbas que a própria companhia deve obrigatoriamente aplicar em inovação. O equipamento utilizado em Sobradinho é da francesa Ciel & Terre Internacional, detentora do Hidrélio®, tecnologia aplicada de estruturas plásticas flutuantes e utilizada em mais 60 usinas no mundo.

Além das empresas estrangeiras, o setor agrícola brasileiro também tem apostado nas usinas solares flutuantes. A primeira foi instalada em Cristalina (GO), na Fazenda Figueiredo das Lages. A propriedade rural aproveitou uma lagoa artificial, que é abastecida com águas das chuvas por captação dos telhados e utilizada para irrigação, e instalou 1.150 painéis fotovoltaicos.

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